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Efeitos químicos da nicotina no organismo

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Efeitos químicos da nicotina no organismo

Mensagem por wilsoncelf em Seg Out 31, 2011 7:01 am

Gente, achei um artigo bem antigo aqui, mas que me parece bem mais específico e técnico do que essas bobajadas dogmáticas que a gente costuma ler por aí. Neste artigo explica-se fisiologicamente, de forma exata, cada efeito e o porquê dele, da nicotina no organismo.

Já aviso que tem coisa ruim, viu, aheuiaheuiaheuia.

http://www.fisiologia.kit.net/farmacologia/nic.htm - O antivírus do Karakuta suspeitou do site, portanto, se quiserem entrar, vai ser por sua conta e risco. Eu entrei e aparentemente não fui infectado, de acordo com meus anti-vírus e gerenciador de processos.


Última edição por wilsoncelf em Seg Out 31, 2011 9:10 am, editado 1 vez(es) (Razão : Aviso sobre possível malware no link)
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Re: Efeitos químicos da nicotina no organismo

Mensagem por Karakuta em Seg Out 31, 2011 8:14 am

wilsoncelf,

O link que você colocou refere-se a um site classificado como 'altamente suspeito' pelo McAfee SIte Advisor, por exibir um ou mais comportamentos arriscados. Em páginas que só deveriam conter texto isto é um péssimo sinal.

Você poderia copiar e colar o texto?

Abraços
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Re: Efeitos químicos da nicotina no organismo

Mensagem por wilsoncelf em Seg Out 31, 2011 9:09 am

Obrigado por advertir, Karakuta. Vou, inclusive, retirar o link. Meu AVG e meu trend não suspeitaram no site.

Vai ficar sem os bons gráficos e imagens, mas o texto ainda vale. Vamos lá.

No exemplar de 22 de setembro/1995 da revista Science, pesquisadores do Columbia-Presbyterian Medical Center publicaram um artigo revelando o mecanismo de ação da nicotina no sistema nervoso central (SNC). Eles identificaram um novo receptor, chamado de receptor nicotínico, que se liga à nicotina. A acetilcolina (Ach) normalmente se liga a este receptor, mas há um maior tropismo da nicotina por este receptor.

Os receptores nicotínicos são divididos em duas classes: musculares e neuronais:

Musculares: são encontrados na junção neuromuscular esquelética;
Neuronais: são encontrados em gânglios autônomos, assim como no cérebro (SNC), além da terminação nervosa sensorial.
Os receptores nicotínicos, tanto os musculares como os neuronais, são canais iônicos regulados por ligantes como a acetilcolina e a nicotina. Dependendo de sua localização, estes receptores se diferem farmacologicamente. O receptor muscular é uma estrutura pentamérica constituído por quatro subunidades distintas (a, a, b, d e g). Os receptores neuronais são diversos e complexos em suas estruturas, podendo ser constituídos por até oito subunidades distintas, porém o significado funcional desta diversidade permanece incerto.

Estrutura dos receptores nicotínicos:



O próprio receptor nicotínico é um canal iônico, sendo formado (no caso dos musculares) por quatro subunidades diferentes (a, a, b, d e g) que formam um poro para a passagem de cátions, principalmente o íon sódio, porém também passam íons cálcio e potássio. Este receptor permite a passagem de cátions e não de ânions devido a um predomínio de aminoácidos com carga elétrica negativa nos segmentos helicoidais M2 que estão presentes em todas as subunidades.

Figura 1 – Microscopia eletrônica do receptor nicotínico.
Mecanismo de ação da nicotina

Tanto a nicotina quanto a acetilcolina se ligam ao receptor em sítios localizados na porção extracelular do receptor entre as subunidades a/g e a/d. Quando ocorre a ligação, ocorre uma mudança conformacional entre todas as subunidades que terminam por formar um poro ou canal para a passagem dos cátions. Esta mudança conformacional ocorre devido às a-hélices que se encontravam dobradas, entretanto com a ligação do agonista ao seu sítio estas se tornam retas, afastando-se umas das outras e abrindo um canal.

Com a abertura do canal ocorre o efluxo de potássio para o meio extracelular e ao mesmo tempo ocorre o influxo de sódio e cálcio para o interior da célula, ocorrendo a despolarização da membrana celular iniciando um potencial de ação.



Animação – Estrutura do receptor nicotínico com suas sub-unidades.

Dessensibilização do receptor mediada pela nicotina:

A nicotina quando se liga aos receptores nicotínicos, induz primeiramente a uma estimulação devido ao influxo de cátions, porém posteriormente há um bloqueio devido a dessensibilização do receptor quando ocorre uma exposição prolongada à nicotina.



Figura 2 – mecanismo pelo qual a nicotina bloqueia os receptores após sua ativação.

Devido a este bloqueio ocorre a síntese de mais receptores nicotínicos para suprir os que estão bloqueados, porém este bloqueio não é permanente sendo, portanto reversível, o que aumentará consideravelmente o número de receptores (principalmente no cérebro) levando à tolerância.

O uso de altas doses de nicotina tem rápido efeito estimulante, seguido de efeito depressor duradouro. Devido ao fato de estimular e posteriormente bloquear os receptores nicotínicos a nível comportamental, a nicotina produz uma mistura de efeitos inibitórios e excitatórios.

Efeitos periféricos da nicotina

Os efeitos periféricos da nicotina são derivados principalmente em decorrência da estimulação ganglionar:

Taquicardia, aumento do débito cardíaco;
Aumento da pressão arterial;
Redução da motilidade gastrintestinal;
Sudorese.
Baixas doses de nicotina resultam na estimulação de gânglios autônomos e de receptores sensoriais periféricos (principalmente no coração e nos pulmões).

Geralmente na primeira vez que as pessoas fumam, elas sentem náuseas e algumas vezes vomitam em decorrência da estimulação dos receptores sensoriais que estão presentes no estômago.



Figura 3 – Gânglios simpáticos, parassimpáticos e seus neurotransmissores.

Como já mencionado anteriormente, todos estes efeitos tendem a diminuir devido ao bloqueio que ocorre dos receptores nicotínicos, ou seja, inicialmente existe uma excitação e posteriormente uma inibição, além disso, para estes efeitos ocorre rapidamente o desenvolvimento de tolerância.

Tem-se também a estimulação da secreção de adrenalina e noradrenalina pela medula da supra-renal, o que contribui para os efeitos cardiovasculares.



Figura 4 – Inervação simpática sobre a medula adrenal.

Outros efeitos periféricos:

Aumento da concentração plasmática de ácidos graxos livres;
Diminuição do fluxo urinário;
Perda de peso.
Efeito da nicotina sobre as diferentes células e tecidos do corpo:

As células tegumentares presentes nos vasos sanguíneos, pulmões, pele etc, normalmente possuem forma esférica, porém quando a acetilcolina se liga aos receptores nicotínicos expressos nas membranas destas células, faz com que fiquem com formato cúbico, possibilitando assim uma melhor interação entre estas células.

Quando a nicotina se liga aos receptores que estão expressos nestas células, estas se tornam esféricas (seu formato normal) passando a interagir menos umas com as outras abrindo lacunas, o que prejudica tecidos como a pele, vasos sanguíneos e alvéolos pulmonares:

Pele: ocorre o aparecimento de rugas;
Pulmão: pode ocorrer bronquite, além de permitir a entrada de várias substâncias carcinogênicas que normalmente não entrariam, como o mitroso nornicotina, monóxido de carbono, acroleína, benzeno, tolueno, cresol, fenol, cloreto de vinila, benzoantraceno, benzopireno etc;
Vasos sanguíneos: pode ocorrer o aparecimento de arterosclerose.
Efeitos da nicotina no sistema nervoso central (SNC):

No SNC, a nicotina, igualmente ao periférico, atua sobre os receptores nicotínicos de acetilcolina, porém no SNC existe uma variedade muito maior de receptores nicotínicos devido a sua complexidade com relação as suas subunidades, como já mencionado anteriormente.

A exposição contínua de nicotina aumenta o número de receptores. O mecanismo de ação é igual ao do periférico, ocorrendo um equilíbrio entre o número de receptores sensibilizados e dessensibilizados.

Dependendo da dose administrada, pode ocorrer um aumento do estado de alerta, acompanhado da redução da ansiedade e tensão:

Baixas doses de nicotina tendem a causar uma hiperatividade.
Altas doses de nicotina tendem a produzir uma hipoatividade.
Ocorre uma melhora no desempenho motor e sensorial após a administração de nicotina, seguido de depressão.

A aprendizagem, particularmente sob o estresse, é facilitada pela ação da nicotina.

Na medula espinal, a nicotina produz um relaxamento da musculatura estriada esquelética e diminuição dos reflexos medulares.

Os efeitos da nicotina sobre a secreção de dopamina no cérebro

Os neurônios constituintes da via nigro-estriatal, cujos corpos celulares se localizam na substância negra e se projetam com seus axônios para o corpo estriado, além da via mesolímbica ou mesocortical cujos corpos celulares ocorrem no mesencéfalo (tegumento) e se projetam com seus axônios para o sistema límbico (principalmente no núcleo acumbens), expressam em suas membranas celulares receptores nicotínicos.

Os neurônios da via mesolímbica são mais sensíveis a ação da nicotina do que os neurônios da via nigro-estriatal.

A estimulação dos neurônios de ambas as vias induz a um aumento da secreção de dopamina (relacionado à dependência).

A via mesolímbica está envolvida com a emoção e também aos sistemas de recompensa que são induzidos por drogas como a própria nicotina (euforia por abuso de drogas).
Efeitos da nicotina sobre a secreção de noradrenalina no cérebro

O principal grupo de neurônios noradrenérgicos no cérebro formam o lócus cerúleo, que é encontrado na substância cinzenta da ponte se projetando para o córtex, hipocampo e cerebelo.

Este sistema de neurônios possui em sua membrana celular os receptores nicotínicos que, quando estimulados, induzem ao aumento da secreção de noradrenalina no cérebro, resultando em:

Aumento do estado de vigília;
Aumento do estado de alerta;
Aumento da atividade exploradora.
Efeitos da nicotina sobre a secreção de 5-hidroxitriptamina (5-HT/serotonina) no cérebro

O núcleo de neurônios localizado na ponte e bulbo cujos axônios se projetam para o córtex, sistema límbico, hipocampo etc é conhecido como núcleo de Rafe e possui receptores nicotínicos nas membranas de suas células.

Quando a nicotina se liga a estes receptores, induz a diminuição da secreção de serotonina no cérebro, e como os receptores 5-HT são predominantemente inibitórios em seus efeitos, e com a diminuição da secreção de 5-HT, há uma excitação.

Funções relacionadas com a diminuição da secreção de serotonina:

Alucinações;
Alterações comportamentais (alimentação etc);
Aumento da vigília; Alterações de humor.
Farmacocinética:



A nicotina é um composto orgânico e é o principal alcalóide do tabaco. (Alcalóides são compostos orgânicos nitrogenados provindo de plantas, que têm efeitos fisiológicos nos seres humanos). A nicotina está presente em toda a planta do tabaco, mas principalmente nas folhas, correspondendo a 5% em peso da planta.

Figura 5- Estrutura da molécula da nicotina.

A nicotina é um dos poucos alcalóides líquidos a temperatura ambiente. É um líquido incolor, inodoro e oleoso; quando exposto ao ar ou à luz, adquire uma coloração marrom e um odor característico do tabaco.

Em doses excessivas é extremamente tóxica: provoca náusea, dor de cabeça, vômitos, convulsão, paralisia e até a morte. A dose letal (LD50) é de apenas 50 mg/kg.

Absorção da nicotina

Para os fumantes, a nicotina constitui o único agente farmacologicamente ativo no tabaco, sendo que a quantidade de nicotina absorvida de um cigarro médio é de cerca de 1,5 mg, elevando a concentração plasmática da nicotina de 20-30 nmol/L para cerca de 130-200 nmol/L. Esses valores dependem, em grande parte, do tipo de cigarro, do grau de inalação da fumaça, além de outros fatores como o pH, solubilidade etc.

Em sua forma básica, a nicotina é fortemente alcalina e bastante solúvel, tanto em água como em lípidos; já em sua forma ionizada, a nicotina se torna altamente insolúvel, sendo muito difícil a sua absorção.

A nicotina presente na fumaça do cigarro é rapidamente absorvida pelo pulmão, sendo pouco absorvida pela boca e nasofaringe. A absorção da nicotina através das membranas celulares depende do pH; se o pH estiver ácido, a nicotina é ionizada, não atravessando facilmente as membranas celulares para cair na corrente sanguínea; ao pH fisiológico (7,36 a 7,44), aproximadamente 30% da nicotina não é ionizada, passando facilmente através das membranas.



Figura 6- Diferenças nos picos de concentração da nicotina quando se fuma cachimbo, cigarro e charuto.



A concentração plasmática da nicotina, que atinge picos de até 200 nmol/L devido à absorção da nicotina, cai pela metade em cerca de 10 minutos para aproximadamente 70-100 nmol/L, e a seguir mais lentamente no decorrer das próximas 2 horas. Este rápido declínio resulta principalmente da redistribuição entre o sangue e outros tecidos como cérebro, fígado, músculos etc. O metabolismo lento da nicotina se deve ao metabolismo hepático.

Biotransformação da nicotina

A nicotina sofre principalmente um metabolismo hepático, sendo também metabolizada nos pulmões e rins, porém em menor escala, já que 90% da nicotina é metabolizada no fígado, como veremos a seguir.

O principal metabólito (70 a 80%) produzido pela nicotina é a cotinina, um metabólito cetônico inativo que é catalisado por enzimas pertencentes ao complexo citocromo P450, como a CYP2A6 que é hoje conhecida como a principal nicotina C-oxidase, porém existem outras P450 isoenzimas, incluindo a CYP2B6 e CYP2D6 que realizam a mesma função em catalisar a oxidação da nicotina para formar a cotinina.

O principal fator responsável pela lentificação da oxidação da nicotina reside no polimorfismo do lócus gênico do PYC2A6. Aproximadamente 0,8% da população de caucasianos e 27% da população chinesa parecem diminuir ou até paralisar a atividade da CYP2A6 devido ao heterozigótico ou homozigótico polimorfismo. Com isso, a nicotina é metabolizada mais lentamente, o que prolonga os seus efeitos.

O metabolismo da nicotina pode ser perigoso para o corpo humano, podendo aumentar as chances de câncer devido à formação de um grupo metilnitrosamina que, em meio ácido, reage com o DNA, formando uma ligação irreversível, o que impede o desenvolvimento normal da célula, aumentando o risco para o desenvolvimento de câncer.

Excreção:

Principalmente renal.
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Re: Efeitos químicos da nicotina no organismo

Mensagem por zanzaryum em Ter Nov 01, 2011 6:30 am

bom...essa foi uma ótima aula!! parabens...eu mesmo aki as vezes falo pros novatos tomarem cuidado na quantidade do juice...eu mesmo vaporei muito quando chegou...e ae que eu descobri que 24mg/ml de nicotina era muito forte...me deu batedeiras e sensações muito medonhas...agora eu estou em paz
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Re: Efeitos químicos da nicotina no organismo

Mensagem por wilsoncelf em Ter Nov 01, 2011 9:36 am

Tem duas partes que eu acho especialmente interessantes e que eu acho que todo vaper deveria ler pra saber como se preservar:

"Devido a este bloqueio ocorre a síntese de mais receptores nicotínicos para suprir os que estão bloqueados, porém este bloqueio não é permanente sendo, portanto reversível, o que aumentará consideravelmente o número de receptores (principalmente no cérebro) levando à tolerância."

Ou seja, quando existe uma abundância exagerada de nicotina no sangue, ela começa a se ligar a receptores que não estavam "ativados" para a nicotina. Assim, criaria novos receptores pra nicotina, aumentando a vontade de fumar, porquanto só estariam saciados quando uma parcela maior de receptores tivessem devidamente preenchidos com nicotina.

Daí pode-se concluir que, para fins de grau de dependência de nicotina, você usar uma vez um e-liq de 24mg durante, digamos algumas horas, e ficar a 0nic o resto do dia é certamente mais prejudicial à sua dependência que passar o dia inteiro vaporando a 4mg. Pra fazer o cálculo perfeito, seria interessante saber exatamente a meia-vida da nicotina no organismo, para que a vaporização apenas "reponha" a nicotina sem abundar.

O segundo ponto que eu acho interessante é algo que contrapõe a maioria do que se diz no mundo vaper. Vejamos:

"Outros efeitos periféricos:
Aumento da concentração plasmática de ácidos graxos livres;

(...)

Quando a nicotina se liga aos receptores que estão expressos nestas células, estas se tornam esféricas (seu formato normal) passando a interagir menos umas com as outras abrindo lacunas, o que prejudica tecidos como a pele, vasos sanguíneos e alvéolos pulmonares:

Pele: ocorre o aparecimento de rugas;
(...)
Vasos sanguíneos: pode ocorrer o aparecimento de arterosclerose."

Esta parte é especialmente interessante porque sustenta que é a própria metabolização da nicotina no corpo humano que causa algumas das piores doenças cardiovasculares. Ou seja, a despeito dos problemas com as metilnitrosamidas do final do texto, que é um agente causador de câncer, a nicotina ainda aumenta a concentração de gordura no sangue (ácidos graxos) e a estrutura da pele e dos vasos (arteriosclerose).

Portanto, amigos, vamos vaporizar, com consciência, e tentar chegar ao grau 0 nicotinha. Esse deve ser nosso objetivo final.
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Re: Efeitos químicos da nicotina no organismo

Mensagem por Leandro Schmidt em Ter Nov 01, 2011 9:51 am

Muito bom post.... Parabéns!
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Re: Efeitos químicos da nicotina no organismo

Mensagem por Karakuta em Ter Nov 01, 2011 2:26 pm

wilsoncelf,

A propósito de sua colocação, ressaltando alguns aspectos do texto, com a qual aliás concordo, faço um único reparo.

Quando você diz que "é algo que contrapõe a maioria do que se diz no mundo vaper", eu discordo.

É claro que existem propagandistas que exageram afirmando que vaporar não faz qualquer mal. Mas em geral a colocação (bem mais sensata) é de que faz infinitamente menos mal do que fumar tabaco, o que é correto.

Apesar de assustadores, os efeitos da nicotina são uma nano fração dos efeitos do cigarro, devido às demais substâncias nele contidas.

Concordo, entretanto, que o objetivo de tornar-se independente da nicotina deve ser perseguido, seja pelos efeitos deletérios citados no tópico, seja pela dependência em si. Mas é mais difícil do que parece a primeira vista e devemos tomar cuidado para não sermos vítimas do auto engano.

Abraços.
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Re: Efeitos químicos da nicotina no organismo

Mensagem por wilsoncelf em Ter Nov 01, 2011 4:10 pm

Sim, concordo Karakuta. Por isso considero hoje o sistema Newer de redução progressiva da concentração da nicotina o critério que vou adotar quando atingir minha maturidade vaper.

Na verdade, depois que passei para o mundo vaper, sinto cada vez menos a necessidade da nicotina e cada vez mais a necessidade de se vaporizar algo, mesmo que seja base pura.

O interessante, portanto, do e-cig, é que você pode multiplicar a dependência psicológica em detrimento da química (que é a efetivamente prejudicial).

Se realmente se confirmar que o PG e o VG, em quaisquer doses, bem como os componentes das essências concentradas, são de fato substância totalmente inócuas, quando atingirmos a abstenção total de nicotina, seremos oficialmente ex-fumantes, no sentido teratológico da palavra. Sonho com isso...
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Re: Efeitos químicos da nicotina no organismo

Mensagem por adriatol em Ter Nov 01, 2011 4:40 pm

Wilsoncelf, suas palavras expressaram o meu desejo desde o início de minha história vaper, principalmente o que diz respeito ao "Sistema Newer de Redução Progressiva da Nicotina" (gostei demais dessa definição...hahahahaha), pois é justamente essa a forma que estou encarando e construindo minha história também.

O único diferencial é que, quando chegar nos 6mg, já irei começar a trabalhar o meu psicológico para eliminar também o e-cig e espero obter sucesso nessa jornada.

Abs Wink


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Re: Efeitos químicos da nicotina no organismo

Mensagem por RacerX em Qua Nov 02, 2011 12:05 am

Amigos, não se enganem com a reução gradual.
No final das contas o que vai contar mesmo é a tal da vontade em parar. Sei disso porque fiquei mais de 1 ano sem os malditos analógicos e quando coloquei o maldito na boca, voltei no mesmo instante.

Com nosso e-cig também será assim.

Ok, ok... sei que é infinitamente menos prejudicial do que o cigarro, mas tambem é prejudicial.

Não quero dizer com isso que defendo os cigarros, muito pelo contrário. O que preocupa é ler vários relatos de pessoas que usam o e-cig como se fosse a coisa mais benéfica do mundo. Na verdade ainda não sabemos quais os malefícios que o e-cig pode causar.

E como disse, no final das contas, o que contará mesmo sera nossa força de vontade.

Só pra finalizar: também sou adepto do "SNR - Sistema Newer de Redução".... rsssss!!!

Abs!

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Re: Efeitos químicos da nicotina no organismo

Mensagem por Marcia em Qua Nov 02, 2011 10:47 pm

Ótimo post...

É muito importante termos essa noção de que o e-cig não é tão inócuo assim...
Na verdade, somos todos cobaias de um produto que ainda não foi estudado muito a fundo... Não temos referências concretas de pesquisas com pessoas que vaporaram por longos períodos, para sabermos quais são os riscos... Não podemos nem atestar a qualidade dos juices que consumimos... Mesmo os da Halo, que são os melhores...
Sempre encarei o e-cig como um "tratamento"... E, como tal, tem início, meio e fim...
Tenho conseguido reduzir bem rápido a minha nicotina... Tenho reduzido, também, de propósito, o sabor dos juices, para ir me livrando das duas coisas ao mesmo tempo...
Quando eu chegar a 0nic, se ainda estiver com vícios psicológicos de manusear cigarros, vou fumar canetas, lápis e até palitinhos de cenoura (que nem aquela repórter do programa A Liga...rs), mas não mando mais nada pra dentro dos meus pulmões...


Última edição por Marcia em Qui Nov 03, 2011 1:24 am, editado 1 vez(es)
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Re: Efeitos químicos da nicotina no organismo

Mensagem por RacerX em Qua Nov 02, 2011 10:56 pm

Marcia, compartilho a tua opinião.
Sempre alerto os novos usuários que acredito que o e-cig é mais seguro que os cigarros apesar de não existirem estudos suficientes para atestar a segurança do mesmo.
O problema que tem muita gente que acha que esta livre de riscos.

Digo isto baseado no meu irmão que está vaporando há umas três semanas. Já disse pra ele que o e-cig não é chupeta e só porque ele está se sentindo melhor depois que começou a vaporar, não quer dizer que ele deva exagerar.

Outro dia ele reclamou que estava com o pulso um pouco acelerado. Perguntei o quanto ele estava vaporando por dia e ele me disse que não sabia mas que ficava com o e-cig o dia todo na mão!!! Ai não dá!

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Re: Efeitos químicos da nicotina no organismo

Mensagem por Historiador em Qui Nov 03, 2011 11:20 am

Eu andei me policiando agora consumo menos mas cheguei a consumir de 2,5 a 3 mls de líquido por dia. O prejú mas o desespero de ficar sem juice me ensinaram a lição. E ainda tem a saúde nicotina é tóxica e pronto. Temos que tentar aos poucos nos livrarmos dela. Talvez num futuro o e-cig será sempre nicotina e aí sim será um produto para o lazer dos adultos, mas para esse dia chegar não poderemos mais ter dependentes de nicotina no mundo. Acredito que em 100 anos pois do jeito que os inquisitores antitabagistas estão agindo não vai demorar muito. (Em História 100 anos não é nada...)
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Re: Efeitos químicos da nicotina no organismo

Mensagem por RacerX em Sex Nov 04, 2011 4:31 am

Acredito que em 100 anos pois do jeito que os inquisitores antitabagistas estão agindo não vai demorar muito. (Em História 100 anos não é nada...)

:aplauso:

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Re: Efeitos químicos da nicotina no organismo

Mensagem por Ramister em Sex Nov 04, 2011 3:13 pm

BOm, pelo que ví trata-se de uma artigo (muito importante e interessante por sinal) e não de um estudo certo?

Não me parece um estudo porque não tem uma conclusão, é apenas um relato de efeitos e possíveis efeitos da nicotina.

Ok, mas no todo, não se faz um balanço de risco/benefício. Sim, pois há também efeitos que poderiam ser entendidos como benéficos, onde no geral sempre implica na ação e reação.

Ação: Ingerir uma substância - Reação: Efeito desta substância.

Não vejo razão para me assustar com isso, porque ao meu ver, se houver um artigo com o mesmo padrão para tratar dos efeitos do refrigerante, café, carne, feijão, cerveja, leite etc etc etc com toda certeza constaram toda ordem de efeitos no organismo, alguns maléficos outros benéficos.

Acho interessante como se expoem a condição de vício e dependência que causa a nicotina, como se já não fossemos também viciados em muitas outras substâncias em maior ou menor grau. Viciados em substância que também trazem riscos e benefícios. Se levarmos em consideração todos os efeitos prejudiciais que as substâncias causam ao nosso organismo o ideal seria adotar a Inédia.

Respeito e respaldo totalmente a iniciativa dos que querem se livrar do vício da nic, mas o que quero dizer é que esta obssessão em ser livre de substancias "prejudiciais" e que por ventura causem algum dano é realmente muito penosa, e não se resume no abandodo do consumo de nicotina.
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Re: Efeitos químicos da nicotina no organismo

Mensagem por sergiosann em Sex Nov 04, 2011 9:49 pm

Me sinto seguro com o uso da nicotina - da forma como tenho feito - e longe do cigarro. Realmente, a nicotina, por ser um alcalóide e possuir todos os possíveis efeitos não desejáveis, possui também efeitos que podem ser "desejáveis". Existem estudos que reconhecem a nicotina como um provável inibidor de doenças neuro-degenerativas...
Assim como o álcool que pode destruir mas pode ser saudável se usado conscientemente (ou como se diz uma taça de vinho por dia é bom). Lógico que existem pessoas que, por problemas pessoais, devem se afastar de qualquer tipo de álcool. O mesmo vale para a cafeina, o açúcar, o sal etc, etc, etc e a substância em questão, a nicotina.
Acho que cada um deve pesquisar e achar a própria posição em relação a tudo isso. Jamais esquecendo, que deixar o cigarro é a grande sacada.
Apenas para lembrar, vejam apenas 38 substâncias que usávamos diariamente, multiplicando isso por vários e vários cilindros.
Isso é extraido do site da Souza Cruz e se refere ao cigarro Hollywood. Mas, a diferença é insignificante para outras marcas, e esta tabela serve de referência para todos...


HOLLYWOOD AMERICA KS
Constituintes Unidade Concentração

Alcatrão mg/cig 7,5 ± 0,75
Nicotina mg/cig 0,71 ± 0,071
Monóxido de Carbono mg/cig 6,6 ± 0,99 =====> O principal veneno em alta porcentagem
Hidrocarbonetos Policíclicos Aromáticos
- Benzo[a]pireno mg/cig 0,000009 ± 0,0000017
Compostos Carbonilados
- formaldeído mg/cig 0,029000 ± 0,004350
- acetaldeído mg/cig 0,342000 ± 0,051300
- acetona mg/cig 0,141000 ± 0,021150
- acroleína mg/cig 0,034100 ± 0,005115
- propionaldeído mg/cig 0,003100 ± 0,000465
- crotonaldeído mg/cig 0,013300 ± 0,001995
- metil etil cetona mg/cig 0,044700 ± 0,006705
- butanaldeído mg/cig 0,024500 ± 0,003675
Fenóis
- hidroquinona mg/cig 0,035500 ± 0,007100
- resorcinol mg/cig 0,000900 ± 0,000135
- catecol mg/cig 0,052900 ± 0,007935
- fenol mg/cig 0,013700 ± 0,002740
- m-cresol mg/cig 0,003300 ± 0,000495
- p-cresol mg/cig 0,006800 ± 0,001020
- o-cresol mg/cig 0,003800 ± 0,000570
Amônia mg/cig 0,007200 ± 0,001440
Ácido Cianídrico mg/cig 0,088000 ± 0,013200
Bases Semi-Voláteis
- piridina mg/cig 0,004500 ± 0,001125
- quinolina mg/cig 0,000250 ± 0,000062
pH - 6,00 ± 0,3
Misturas Orgânicas
- 1,3-butadieno mg/cig 0,038800 ± 0,005820
- isopreno mg/cig 0,237000 ± 0,035550
- acrilonitrila mg/cig 0,010700 ± 0,002675
- benzeno mg/cig 0,036800 ± 0,005520
- tolueno mg/cig 0,057900 ± 0,008685
- estireno mg/cig 0,006400 ± 0,000960
Nitrosaminas==> | Venenos mais perigosos a longo prazo
- N-nitrosonornicotina (NNN) ) mg/cig 0,000040 ± 0,000010 *
- N-nitrosoanatabina (NAT) mg/cig 0,000049 ± 0,000012 *
- N-nitrosoanabasina (NAB) mg/cig 0,000007 ± 0,000001 *
- 4 - (metilnitrosoamino)-1-(3-piridil)-1- *
butanona (NNK) mg/cig 0,000021 ± 0,000006 *
Aminas Aromáticas
- 3-aminobifenila mg/cig 0,000002 ± 0,0000004
- 4-aminobifenila mg/cig 0,000001 ± 0,0000002
- 1-aminonaftaleno mg/cig 0,000017 ± 0,0000033
- 2-aminonaftaleno mg/cig 0,000008 ± 0,0000015
NOX mg/cig 0,159000 ± 0,0238500
Eficiência do Filtro para Nicotina (%) 38,8 ±

E isso é apenas uma pequenina parte.
Outra coisa digna de destacar, é que as tais 4.700 substâncias tão propaladas como propaganda anti-tabagista, na realidade se encontram vários milhares delas em muitos alimentos, medicamentos e cosméticos, perfumes etc. Não são os "grandes vilões" como a propaganda sugere, e se são, então deveriam fazer constar tambérm este aviso no nosso vinho, paozinho, bolinho, pastelzinho e tantas outras coisas...
Os grandes vilões, na verdade, estão no grupo "Nitrosaminas", essas sim as tais cancerígeras (na qual a nicotina não se encontra). Por outro lado, nosso churrasco de fim de semana está repleto dessas aminas nitrogenadas... Estranho que sobre isso ninguém fala nada, embora tenha passado uma vez no fantástico...


Última edição por sergiosann em Sex Nov 04, 2011 10:19 pm, editado 2 vez(es)
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Re: Efeitos químicos da nicotina no organismo

Mensagem por RacerX em Sex Nov 04, 2011 10:09 pm

Ola Ramister, tudo bem meu caro?

Eu penso que nós sempre buscamos respostas para muitas perguntas e algumas, por mais que se aproxime da resposta, nunca serão respondidas.

Meio confuso, né?!

Pois é meu amigo, acho legal quem se preocupa com a saúde, que procura se cuidar para ter uma vida mais saudavel, etc.. Desde que essa "busca" não vire obsessão. Porque se virar obsessão fica igual a qualquer outro vício. Você falou e disse!

Acho que o mundo evolui continuamente. Quem sabe um dia, de tanto nossa raça consumir nicotina, as gerações futuras não se becefiarão dela (nicotina)?

Vai saber, não?!

Agora, que nosso aparelho respiratório não foi feito para inalar nicotina e uma porrada de sustâncias que paira nos ares, principalmente das grandes cidades, isso você tem que concordar. Certo?

Gostava de fumar e procurei uma alternativa menos prejudicial. Confesso que adoro vaporar mas estou diminuíndo os níveis de nicotina pra ver se também consigo abandonar o e-cig.

Esta é a minha meta. Não sei se conseguirei alcança-la mas estou lutando para isso.

Não nasci com um cigarro, muito menos com um e-cig na boca. Se praticamente metade da minha vida passei sem cigarros e e-cig, por que não posso viver o restante da minha vida sem eles?

É algo para se pensar.

Meu avô fumava, meu pai também fumou. Ambos iniciaram muito novos.

Meu avô faleceu em decorrência de um enfizema. Passei a última noite da vida dele ao lado de seu leito. Garanto que não foi nem um pouco agradável.

Meu pai faleceu há pouco mais de um mês. Parara de fumar há 22 anos. Lutou contra um câncer instestinal desde 2005. De 2005 até fevereiro de 2011 ele fez 17 cirurgias. Nunca "esmoleceu" ou reclamou da doença.
Faleceu com 69 anos, novo para a atual espectativa de vida.
Faleceu por conta de metástase: intestinal, cerebral, pulmonar e óssea.
Passei os últimos instantes ao lado dele.

Posso te garantir que também não foi nada agradável ver meu pai morrendo num leito de hospital.

Morreu por conta dos cigarros? Não sabemos ao certo mas acredito que os cigarros contribuíram para o desenvolvimento do câncer.

Respeito a sua opinião quanto não ser obsessivo com a saúde, mas acredito que o fato de nos preocuparmos com ela não nos fará mal algum. Muito pelo contrário.

Prova maior é que nós que aqui estamos optamos por usar um dispositivo que, teóricamente, é menos prejudicial. Agindo assim já começamos a nos preocupar com a nossa saúde sem sermos obsessivos!

Forte abraço!


------ edit

enquanto estava postando o sergiosann estava complementando o tópico.
Concordo contigo sergio, cada um deve encontrar o seu caminho.
Abs!

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Re: Efeitos químicos da nicotina no organismo

Mensagem por sergiosann em Sex Nov 04, 2011 10:30 pm

RacerX,
É amigo, como dizem: Para morrer basta estar vivo. E, uma vez vi um anúncio, meio de brincadeira que dizia:
Atenção! Viver causa envelhecimento e inevitavelmente te levará à morte!
Rsrsrs, uma brincadeira lógico, mas que trata da realidade.
Dificil dizer, mas o caso do seu pai me parece não ter tido nenhuma relação com o tabagismo. Diferentemente do seu avô.
Mas, resumindo, é lógico que devemos buscar o melhor pra nós, sem que fiquenos obcecados com a idéia, o que por sí só já é um malefício.
Trocar o cigarro comum pelo e-cig é um exemplo de preocupação mas uma ótima escolha. Se conseguir parar com tudo, inclusive o e-cig, ótimo. Mas se, como eu, continuar usando, menos mal...
O que não dá é continuar usando o cigarro comum. Se amanhã ficasse inviável comprar o e-cig, usaria o chiclete (que aliás cheguei a usar) mas não voltaria ao antigo uso do cigarro... isso nem pensar!
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Re: Efeitos químicos da nicotina no organismo

Mensagem por RacerX em Sex Nov 04, 2011 10:49 pm

Sergio, falou tudo meu velho!!!

A morte já começa quando nascemos e cada dia morremos um pouco mais. No caso do meu pai, acredito que houve influência do cigarro sim, mas são as minhas impressões. Meu pai também tinha um pequeno enfizema mas segundo o médico não avançou porque ele parou de fumar.

A última coisa que eu quero é voltar para o cigarro!!!! Ando com uma bolsa com umas três baterias, juices, attys e cartos. Tudo pra não ficar na mão. rssss!!!
Mas tô ficando mais desencanado e a bolsa tá diminuindo de tamanho! rsssss.
Agora não carrego mais 1 litro de juice. Levo uns 10 ml que tá de bom tamanho!

rssss!!!

Abs!

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Re: Efeitos químicos da nicotina no organismo

Mensagem por Karakuta em Sex Nov 04, 2011 11:24 pm

Fechando o foco no assunto original do tópico, Tenho a dizer o seguinte.

Nenhum de nós tem dúvida quanto ao malefício do cigarro. Sabíamos disso quando fumávamos, mas continuávamos a nos auto infligir este castigo.

E por conta do que? Da nicotina.

Uma substância que tem o poder de nos colocar contra o mais forte de todos os instintos: a própria sobrevivência.

Há quem diga que "um pouco" de nicotina é bom. Esta quantidade, "boa", já absorvemos nos alimentos. Não deveríamos precisar mais.

Toda obsessão é prejudicial por definição.

Enquanto vaporamos ao invés de fumar, sem qualquer sombra de dúvida, estamos numa condição infinitamente melhor do que estaríamos com o cigarro. Mas livrar-se da dependência de nicotina é uma libertação. E deve ser almejada.

Nenhum dos outros "mal hábitos" citados são praticados com a frequência e o impacto que obtemos com a nicotina. Já vi várias comparações com a cafeína (também é alcaloide e coisa e tal). Pois bem, tome quatro cafezinhos por hora enquanto estiver acordado e veja quanto tempo aguenta.

Nicotina é veneno sim. E, infelizmente, somos capazes de jogar fora a própria vida por ela.

Abraços.
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Re: Efeitos químicos da nicotina no organismo

Mensagem por Ramister em Sex Nov 04, 2011 11:27 pm

Bom é isso ai.

Racer concordo e entendo seu relato.

Eu migrei para o E-cig por uma razão específica de saúde que como já disse em outros tópicos pretendo futuramente explandr com mais detalhes e conclusões na sessão saúde. Mas ainda não é a hora.

Todavia sempre tive uma relação muito intima com o fedido, havia concluido que na verdade o mal cheiro entre outras coisas não me incomodava, o que realmente me incomodava era saber que incomodava outras pessoas, como por exemplo uma namorada ou esposa não fumante. Me relacionei como uma garota por 6 anos e ela não era fumante, isso era algo que pertubava, porque no fundo eu gostava do cigarro, mas não gostava do incomodo que poderia causar a ela.

Como disse só deixei o cigarro por um caso específico de saúde, mas se não fosse por isso, bem capaz que nem havia conhecido o e-cig.

Sou muito cético com relação a atribuir males como efizema, cancer entre outras coisas ao cigarro, todavia conhecendo o e-cig vi inumeras vantagens e por isso o adotei como substituto do cigaro, mas somente porque também foi eficiente para isso. Agora, não tenho dúvidas de que cedo ou tarde surgirá males atribuidos ao consumo do E-cig e ai vai comessar então uma nova onda Antivaporismo. Não devemos esquecer dos dentistas recomendado o uso de cigarros antigamente.

Mas uma coisa que percebi é que o e-cig parece ser realmente muito eficiente para o abandono total do vício, a questão é:

Quais são os que realmente desejam isso no fundo do âmago?

Eu mesmo não sou um desses, gosto do efeito da nicotina, não consigo imaginar eu viver sem este gatilho. Já me acostumei...ou... viciei rsrs

EDITADO Estava vendo hoje um video do Luiz Carlo Prates que relata que boa parte de garota jovens saem para balada se divertir etc com rivotril na bolsa, estudantes da USP enfrentam a polícia e acampam na reitoria da universidade para se reservarem ao direito de fumar maconha lá, inumeras pessoas com disturbios compulsivos por comida pesando mais de 100 kg, familias destruidas pelo alcool, enfim inumeros gatilhos para suportarem a condição humana, e eu vou me preocupar com o tênue efeito da nicotina que se mostra extremamente eficiente para que eu não busque nenhum desses anteriores ou similares??? nada, ta bom assim.

abraços
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Re: Efeitos químicos da nicotina no organismo

Mensagem por Marcia em Sex Nov 04, 2011 11:48 pm

RacerX,

Concordo plenamente com o que escreveu. Vc pensa dessa forma pelas experiências que teve com seus familiares.... Eu penso da mesma forma, pela minha própria experiência (já tenho o enfisema em estágio inicial que seu pai teve, mesma doença que matou seu avô)...

Não sou natureba e nem me considero radical por querer eliminar também os e-cigs... Sei que estou infinitamente melhor com eles e gosto de vaporar, mas:

Não nasci com um cigarro, muito menos com um e-cig na boca. Se praticamente metade da minha vida passei sem cigarros e e-cig, por que não posso viver o restante da minha vida sem eles?

É algo para se pensar.

Todos os dias, lemos na internet reportagens e pesquisas sobre os benefícios e malefícios do café, do chocolate, da carne vermelha e de tantas outras coisas que fazem parte da nossa dieta... Como não dá para "viver de brisa" (mesmo porque até no ar tem vírus e bactérias), tento, pelo menos, cortar o que comprovadamente me faz mal (que pode não necessariamente fazer mal a outras pessoas)... Se eu ficar "encanado" com tudo, posso não ficar doente, mas vou ficar maluca...rs

Zero cigarros, zero nic, zero e-cigs... Acho possível, sim, alcançar nossa meta... Estamos juntos nessa... Vamos ver quem (sem estresse) consegue primeiro?...rs

Sucesso para nós e para todos que aqui estão, sejam quais forem os seus objetivos!

Abrs.

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Re: Efeitos químicos da nicotina no organismo

Mensagem por RacerX em Sab Nov 05, 2011 12:02 am

Como disse o mestre do magos sr° Karakuta (vixe!!! acho que ele vai me matar depois dessa...rssssss).... pra fechar..... agradeço muitos aos usuários deste fórum que tanto me enriquecem com suas experiências e opiniões!

E parafraseando um amigo do meu irmão: "Tamo junto nessa! Bora lá que se você tombar eu te levanto e se eu não te levantar, deito junto contigo!"

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Re: Efeitos químicos da nicotina no organismo

Mensagem por wilsoncelf em Dom Nov 06, 2011 7:38 pm

Claro, eu entendo dessa forma também, ramister. Mas tem algumas medidas que não são tão penosas assim. Viajei agora pra SP pra ver o Planeta Terra e fiquei meio gripado lá. Durante todo o festival não consumi um único cigarro ou e-cig. Isso seria impensável pra mim 6 meses atrás. Parei também de beber refrigerantes. São medidas bem simples e que, dependendo da pessoa, não são tão penosas.

Claro que todos temos nosso lado hedonista, mas é muito fácil contornar alguns prazeres e substituí-los por alguns mais saudáveis.

A diferença da nicotina é que atém do vício psicológico, como ocorre com gêneros alimentícios, ocorre também o vício químico, que realmente te leva a crises de abstinência na falta da substância.

Olhando dessa forma, nunca vai ser "benéfico" se utilizar de nicotina. Eu vejo como um vício que eu adquiri e possuo hoje, e que pretendo, quando possível, e nas melhores condições possíveis, sem passar qualquer sofrimento, me desfazer.
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Re: Efeitos químicos da nicotina no organismo

Mensagem por Ramister em Dom Nov 06, 2011 9:10 pm

Sim wilsoncelf

Na verdade, o que eu quis dizer é que no geral a grande maioria das pessoas são apegadas a algum vício/habito de consumo que pode implicar riscos, e que analisando por esta ótica o vício na nicotina em forma de e-cig ao meu ver é tranquilo, até porque percebi que esta forma de vício é um tanto diferente, de forma que as vezes me pego passando por um dia vaporando por breves momentos 4 a 5 vezes por dia enquanto que em outros me vejo vaporando quase que o dia inteiro, ou seja, esta muito mais ligado a rotina do dia e talvez o estado de espirito do que propriamente o vício na substância.

Agora se perguntar - Dá pra ficar um dia sem vaporar nenhuma vez? Até dá, mas pra que e porque? por causa dos riscos da nic? Bom, acho difícil alguém fazer por conta disso, mas...

Resumindo, o que digo é que abandonar por completo vícios mesmo que de substâncias que cause "psicofísicodependencia", no geral, esta muito mais ligado a uma reforma íntima profunda de personalidade do que simplesmente tentar "iludir" suas células receptoras de tais substâncias.

O ser humano sempre se apega a alguma válvula de escape para aquilo que eu chamo de "angustia existencial" , mas eu não creio que por conta da "fisicodependecia", creio que tão somente por conta da "Psicodependencia" e ai não se trata de um problema de células e sim um problema da mente e consciência, mas muito improvável que será um risco hipotético futuro para sua saúde física que fará com que busque esta digamos "transformação", se assim for, não adianta vasculhar por esses riscos pois no caso do e-cig enquanto for comprovado que é menor quando comparado ao analógico, ficaremos no e-cig, se não, grande parte voltara para o analógico, pois antes de ser essa ou aquela substancia é uma válvula de escape que cada um escolheu por razões individuais. Ora, sabíamos dos males dos analógicos e não dávamos a mínima...

Como já disse não critico quem almeja o abandono do vício, respaldo totalmente a iniciativa, mas o que friso é que isso não se dará por conta dos riscos hipotéticos a saúde.

Mas as informações sobre os efeitos são sim muito importante, desde que não se transforme em um movimento Antivaporista.
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Re: Efeitos químicos da nicotina no organismo

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